sexta-feira, 11 de abril de 2008



Autor:desconhecido
Todos cantam sua terra,
Também vou cantar a minha,
Nas débeis cordas da lira
Hei de fazê-la minha rainha;
— Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de beleza
Em que a mão da natureza
Esmerou-se em quanto tinha.
Correi pras bandas do sul:
Debaixo dum céu de anil
Encontrareis o gigante
Santa Cruz, hoje Brasil;
— É uma terra de amores
Alcatifada de flores
Onde a brisa fala amores
Nas belas tardes de Abril.
Tem tantas belezas, tantas,
A minha terra natal.
Que nem as sonha um poeta
E nem as canta um mortal!
— É uma terra encantada
— Mimoso jardim de fada —
Do mundo todo invejada,
Que o mundo não tem igual.
Não, não tem, que Deus fadou-a
Dentre todas — a primeira:
Deu-lhe esses campos bordados,
Deu-lhe os leques das palmeiras.
E a borboleta que adeja.
Sobre as flores que ela beija.
Quando o vento rumoreja
Nas folhagens da mangueira.
É um país majestoso
Essa terra de Tupã,
Desd’o Amazonas ao Prata,
Do Rio Grande ao Pará!
— Tem serranias gigantes
E tem bosques verdejantes
Que repetem incessantes
Os cantos do sabiá.

--Casimiro de Abreu

quinta-feira, 10 de abril de 2008



Autor:desconhecido

terça-feira, 8 de abril de 2008

Puro Romantismo Que ironia, parece brincadeira, mas no fundo eu sabia
Até porque, eu já deixei de ser criança há muito tempo
Infelizmente tenho que admitir
Eu fui cabeça dura e não quis ouvir
Amigos que te conheciam tentaram me avisar
Teimoso, eu não quis acreditar
Agora é muito tarde pra chorar
Mil maravilhas, puro romantismo
Eu quis te dar o céu, mas você preferiu o abismo
Quanta mentira, quanto egoísmo
Me desculpe,mas romance desse jeito eu não preciso

REFRÃO

É assim o relacionamento sem a direção de Deus
Vivemos um momento e esquecemos a razão
Parece até amor, mas é impulso da paixão

Vem o fim, e o sonho encantado se transforma
em pesadelo.
A noite, a gente chora agarrado ao travesseiro
Tem que pedir perdão de novo orando de joelho
Música =Autor: Os Levitas
Que tal acordar com beijos e abraços, palavras de amor logo ao amanhecer
De alguém que desperta e fala que te ama, que rola na cama junto com você
Você diz que sente falta de carinho, de um homem que saiba te fazer feliz
Pra encontrar alguém que seja mesmo as....sim
É só olhar pra mim
Você tem que ter um homem como eu, romântico
Ardente no amor e cheio de paixão, romântico
Que faça você sentir-se a mais amada
E acabe de vez com a sua solidão
Você tem que ter um homem como eu, romântico
Que adoça a sua vida e saiba te dizer, romântico
Que nunca ninguém te amou até agora
Quem é que te olha tão apaixonado e o seu desabafo escuta a qualquer hora
Alguém que você tem sempre do seu lado
E enxuga o seu prato quando você chora
Alguém que te aperte firme entre os braços do jeito que você sonha e sempre quis

Mísica:Romântico(Roberto Carlos)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ouça A Minha Voz - Adriano HungaroOuça minha voz
Para você
Ela sempre estará
Em muitos cantos

Ela é o sopro do teu vento
O som do teu violão
Ela é o eco da tua gruta
O barulho da tua chuva
O som do teu trovão

Ouça minha voz
Porque por onde quer que ande
Ela caminhará sempre contigo
Será uma voz suave
Será uma voz de amigo

Ela se espalhará pela sua terra
Será uma voz paz
Não será jamais
Uma voz de guerra

Ouça minha voz
Ela estará nas tuas matas
E estará nas tuas águas
No doce som
Das tuas cascatas

De leste a oeste
De norte a sul
Ela estará muito acima
Desse teu imenso céu azul

Ouça minha voz
Minha voz de amigo
Minha voz de paz
Uma voz que te dará abrigo

Ouça a minha voz
A voz que estará sempre contigo
Uma voz a ecoar
Sempre dentro de você

quinta-feira, 27 de março de 2008

Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorgeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinho, à noitemais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá
Não permita Deus que eu morra.
Sem que volte para lá
Sem que desfrute dos primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
--Gonçalves Dias (Primeiros Cantos)